terça-feira, 29 de novembro de 2011

PROJETO GÊNESIS


CAPITULO TRÊS: Fuga

As ruas de Nova Iorque estavam movimentadas. Havia uma concentração gigantesca de pessoas vagando pelas ruas. Era sexta-feira, dia em que todos saiam do trabalho, da universidade para descontrair e relaxar o final de semana inteiro. Porém essa realidade era inimaginável para Alan. Estava fugindo de algo estranho, fugira de si mesmo, seus pensamentos o atormentavam. “O que aconteceu comigo?” – perguntava o jovem desesperado.
 Confuso, ele tropeçou em algumas pessoas em volta que olhavam assustadas. Por fim Alan parou, estava exausto, tinha corrido por 20 minutos seguidos sem descanso. Olhou em volta e se deparou com o centro de Nova Iorque, um lugar cheio de lojas, teatros, cinemas e muita tecnologia.
Aquilo o fascinava, mas tudo mudou quando um estranho anuncio em todos os letreiros e televisões apontavam para uma noticia repentina: “ Procura-se Alan Rodrigues, 19 anos, suspeito de detonar uma bomba em um hospital. Sujeito perigoso, se o encontrar entre em contato com a policia o mais rápido possível.” Em outros telões exibiam a foto de Alan antes de entrar no hospital para tratar de sua doença.
Aquilo o paralisou de medo e raiva. Alan viu sua imagem nas telas e depois seus olhos correram para a multidão que o encarava com medo. Varias pessoas gritavam e fugiam, mas o grito de uma mulher foi o estopim de um caos maior que Alan estava vivendo.
- Terrorista!
Todos corriam assustados e vários sacaram seus celulares para gravar a confusão. Alan estava rodeado e estava em pânico, gritava para negar o fato, mas seus gritos foram silenciados pela anarquia e tumultuo dos civis. Não demorou muito para que viaturas da policia militar, exercito e até mesmo a S.W.A.T. chegassem até o local. Vários homens saíram de carros, furgões e vans, armados e prontos para atirar e o alvo era Alan. Um dos homens deu um passo e se dirigiu a Alan. Ainda com a arma apontada, o homem o encarou por uns instantes e depois falou:
- Sr. Rodrigues, para evitar maiores conflitos, peço que você se entregue, por favor.
- Me entregar? Por quê? Eu não fiz nada! – afirmava Alan.
- Porquê não conversamos na central? Terá tempo para contar sua versão, certo?
Havia algo de estranho no ar, Alan estava confuso e acima de tudo sabia que não teria um direito de explicar o que houve ainda mais que alguém iria acreditar o que passou. Teria de buscar ajuda sozinho, mas entrar em conflito com todos os representantes da lei de Nova Iorque não seria uma decisão muito sabia.
- Certo eu me entrego, mas quero falar com o Dr. Terence Foster. – disse Alan.
Mas o homem não estava escutando, estava concentrado em outra coisa, em um comunicador em seu ouvido esquerdo. Alam podia ouvir claramente o som que o aparelho estava emitindo.
- Capitão Hoffman aconselho que trate o suspeito com cuidado e atire tranqüilizantes para sedá-lo o mais rápido possível. – dizia a voz de um homem do aparelho.
-Entendido senhor! – disse o capitão – Sr. Rodrigues, por favor, coloque as mãos na cabeça e deite-se de bruços no chão.
Alan não obedeceu, sabia o que iria acontecer e não estava em posições de pensar muito, agiu por impulso e correu. O som de tiros em todo o local mergulhou no centro de Nova Iorque, as pessoas, que estavam abrigadas em bares ou em locais mais afastados, gritavam e algumas choravam. Sabiam que o rapaz de 19 anos fora fuzilado. Contudo estavam enganadas. Alan estava inteiro, ileso e assustado. Observou o local e viu varias balas obstruídas a sua frente. Mirou os policiais e soldados a sua frente, viu a surpresa nas suas faces. O capitão estava boquiaberto, e após instantes ele gritou a ordem:
- Atirem tranqüilizantes!
Por puro instinto, Alan correu para um carro mais próximo, arrancou as suas portas e arremessou contra os policiais. Estes escaparam por pouco e continuavam atirando. Alan pegou o carro e o arremessou sem dificuldades contra os policiais, que corriam desesperados para escapar.
Alan aproveitou a oportunidade e fugiu o mais rápido possível, mas uma dor insuportável atravessou sua espinha e o fez cair no chão. Era uma sensação horrível, sentira a mesma dor no dia de seu teste da vacina gênesis. Ele estava perdendo os sentidos e o que viu foi o capitão Hoffman se aproximar. Não conseguiu discernir mais nada, perdido em sua dor,Alan perdeu-se no sono.

Tudo se apagou e Alan estava no vácuo de seus sonhos, estava leve e sentia uma sensação boa, estava tranqüilo, porém todo o ambiente mudou e viu novamente a cena de caos e destruição pela cidade de Nova Iorque. Novamente viu a figura de um homem responsável pelo caos, viu adiante um casal que o mirava, contudo o homem não demonstrou piedade e os assassinou a sangue frio. Alan ainda não conseguia ver a face do homem e muito menos do casal assassinado, mas de uma forma estranha estava certo de que aquelas pessoas eram conhecidas.

Alan despertou, mas continuou com os olhos fechados. Estava debilitado, e tivera um sonho muito estranho, sonhou que estava sendo perseguido e que tinha habilidades fora do normal. Achava aquilo divertido, mas não gostaria de reviver este sonho novamente, tivera a sensação de que era real. Contudo, Alan foi tirado de seus devaneios por uma discussão entre quatro pessoas, duas ele reconheceu a voz, mas somente quando uma quarta falou, ele tivera certeza de que seu sonho era real.
- O que pretende fazer Willian? Vai mantê-lo como cobaia para o resto da vida? – perguntou uma mulher um tanto quanto nervosa.
- Seremos sensatos Mary, Alan foi confinado a isso desde o momento que foi concebido, por que você ainda insiste em fazer drama.
- Coronel Willian, não se trata de drama, mas de direitos! -  afirmou a voz de um homem – Não acha que ele deve ter uma chance de ter uma vida normal?
- Com todo o respeito Carlos, mas o Projeto Gênesis jamais teria uma vida normal, olhem para o que ele aprontou hoje!
- Coronel sei o que o senhor acha que Gênesis é apenas mais um protótipo de um novo projeto. Mas ele é um ser humano como qualquer outro! – disse a voz de Terence Foster -  O que você me pede é inaceitável, Gênesis é como se fosse um filho para mim.
- Foster não banque o sentimentalista comigo, só por que você fez a inseminação artificial para criá-lo quer bancar o pai agora?
- Se tem alguém aqui que o considera como um filho é Carlos e eu, que o criamos como nosso filho, que o levamos para fazer exames e exames para saber se ele sobreviveria ao processo, que o vimos crescer!
- Quanta besteira! Espero que o Projeto Gênesis não tenha sentimentos como no plano inicial. Foster já esta na hora, faça os testes e pegue o maior numero de células que conseguir, quero que crie mais seres como ele. E não pense em desistir, ou devo lembrar – lhe que não sou eu que tem a família envolvida nesse plano.
Após ouvir toda a discussão, Alan tornou a dormir dessa vez com uma sensação de vazio e tormento, pois não sabia quem era mais, quem eram seus pais e quem era Alan Rodrigues?

Durante um longo tempo, Alan despertou, estava sozinho em um quarto que lembrava muito o do hospital, porém era maior e havia mais maquinas ao redor. Tentou se levantar, mas estava preso à maca. Tentou se levantar, mas não tinha força suficiente para se libertar. Devia estar sob o efeito do tranqüilizante.
Depois de algumas horas, a porta se abriu e um homem alto de terno verde e cheio de medalhas no peito adentrou ao quarto. Aparentava ter seus trinta anos. Observou Alan por instantes, depois puxou uma cadeira e se sentou. Alan estava quieto, mas olhava para o sujeito com muito ódio. Sabia que esse homem era responsável pelos acontecimentos.
- Vejo que se recuperou Projeto Gênesis, estamos muito satisfeitos com seus progressos.
- Quem é você e o que quer de mim?
-Coronel Willian Elrik Bones III – Chefe do departamento de defesa dos Estados Unidos da America. O que eu quero Alan é um mundo melhor, uma America melhor. Eu quero evolução...
-Isso não faz sentido, explique-se!
- Eu não devo explicações a você fedelho! Já te tenho o que preciso. Espero que se recupere, o processo de multiplicação começara em breve. Passar bem Projeto Gênesis.
E então o Cel. Willian saiu, deixando Alan a mercê da solidão. Alan até então sabia que havia algo errado nessa história, mas tinha certeza absoluta de que a multiplicação de que o Coronel dissera seria uma possível clonagem, ou algo do gênero, porém não estava disposto a cooperar com isso. Tentou se libertar da maca novamente, mas não conseguiu.
Tentou lembrar-se do que havia feito para conseguir tamanha força e resistência na perseguição. Mas lembrar dos acontecimentos lhe era torturantes e agonizantes. Porém estava ficando tenso e não sabia quando começariam o processo de clonagem. Como um choque de adrenalina e fúria, Alan escapa da maca. Percebeu que estava sendo monitorado e que imediatamente agentes de todos os tipos estariam em segundos para paralisá-lo. Então saiu do quarto o mais rápido possível e se deparou com um grande corredor branco a sua frente cheio de quartos em volta.
De repente o alarme dispara e para seu azar uma voz feminina começa a soar:” AVISO! AVISO! O MELIANTE Nº 53 ESCAPOU! REPITO O MELIANTE Nº 53 ESCAPOU! TODOS OS AGENTES TENTEM PARALISA-LO O MAIS RAPITO POSSIVEL. USEM UMA ALTA DOSAGEM DE TRANQUILISANTES NO INDIVIDUO.” Mal se passaram dez segundos e já havia agentes espalhados por todos os lados. Estavam a 2 metros de Alan.
Mais a frente Alan viu seus “pais”, o Dr. Foster e o Cel. Willian parados apreensivos, tentando avaliar a situação. A mãe de Alan chorava muito e lutava contra o marido para se libertar e abraçar o filho. Aos prantos ela gritava para ele:
- Me solte! Deixe-me abraço uma ultima vez Carlos, me solte! Ele é meu filho!
Ao ouvir aquelas palavras Alan se lembrou da conversa entre os quatro quando estava sob efeito dos tranqüilizantes. Lembrou-se de tudo o que o Cel. Willian disse na sala e então com um pesar enorme no coração, ergueu a cabeça para encarar os pais. Havia decidido o que faria se sobrevivesse ao conflito. Com um olhar frio ele exclamou:
- Eu não tenho pais, não tenho vida. Eu sou o Projeto Gênesis, tudo o que eu tenho é motivos para caçar você por roubarem minha vida.
Então tudo saiu do controle, um dos agentes jogou uma granada, cujo conteúdo saiu um gás tranqüilizante. Todos estavam de mascaras, todos exceto Alan que exalou uma grande quantidade do gás, mas por incrível que pareça estava normal e cada vez que inspirava o gás mais cheio de energia ficava. Estava imune aos tranqüilizantes.
Com a fúria tomando o controle de seu corpo, Alan se jogou direto contra os agentes, que caíram todos desacordados pelo impacto. Muitos que escaparam tentaram abater Alan com um confronto corpo a corpo, mas a cada golpe que acertavam, Alan revidava com golpes tão fortes que os corpos voavam pelo corredor. Na parte inferior do corredor, alguns agentes atiravam balas em Alan, mas estas eram ineficazes, pois não conseguiam penetrar a pele de Alan. Por fim ele conseguiu escapar do tiroteio e despistar todos os agentes, porém estava cercado de câmeras que o denunciavam.
  Alan esperou por alguns dos agentes que passavam pela sala em que estava escondido, o confronto durou pouco, ele os abateu rapidamente. Então despiu um dos agentes e se vestiu. Colocou a mascara para ocultar seu rosto e seguiu caminho para encontrar uma saída. Contudo entrou em uma sala estranha.
 Estava cheia de cilindros e tubos, alguns continham um liquido escarlate que Alan tinha certeza de ser sangue. Foi observando toda a sala e encontrou vários frascos com o nome Projeto Gênesis, e para seu horror viu vários tanques com fetos em desenvolvimento, todos inundados por um liquido de aparência viscosa.

Aquilo foi a gota d’água para Alan, viu o que aqueles monstros estavam fazendo, mas não sabia o por que, qual o motivo para tamanha atrocidade. Tomado pelo ódio e pelo sentimento vingativo, Alan destruiu tudo ao seu redor, não queria que este episodio se repetisse, não queria mais uma pessoa sem identidade no mundo com habilidades perigosas em mãos. Depois de destruir qualquer forma de multiplicá-lo, Alan fixou seu olhar em um fragmento de um espelho, nele viu sua imagem e viu que seus olhos estavam diferentes. Sua iris ostentara uma coloração dourada ao invés do castanho escuro.
Depois de algumas horas caçando a saída, Alan finalmente derrubou o ultimo guarda que impedia sua saída do prédio. Ao sair do local, olhou para trás para ver como era a construção e ficou surpreso ao ver que o local aparentava ser uma fabrica abandonada. Mas nada disso importava, precisava de um lugar confiável e seguro para ficar, depois queria descobrir o que o Cel. Willian e o Dr. Foster estavam planejando. Por fim se lamentou por ter vivido uma mentira durante a vida toda. Seu passado, seu presente foram tirados por pessoas que confiava que amava, mas rapidamente tirou isso de sua mente, tinha muito que fazer.

11 comentários:

  1. e assim acaba lynx?.Bom eu realmente me decepcionei no segundo,e a terceira e última parte se desenrolou bem até chegar a esse final desanimador.Mais é assim que começa mesmo.Bjs

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  2. ah ficou legal cara.mas concordo com a nath e esperava mais..mais parabéns aee..abras

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  3. Queria parabenizar o NerdJornalista Lynx por esse intrigante desfecho da primeira série do nosso blog.Após queria dizer aos nerdamigos que,nosso trabalho é independente e claro que pode deixxar a desejar,e adoramos tamanhas críticas pois nos ajudam acrescer cada vez mas.Mais uma vez fico por aqui até breve!

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  4. Lynx explica

    Hey Nerd-amigos, primeiramente gostaria de agradecer todo o apoio de vocês.
    Contudo, esse não é o fim de Projeto Gênesis, creio que me equivoquei ao falar que seriam apenas 3 capitulos, mas quando comecei a pensar bem na história, achei melhor extender a historia. Ainda ha muitos personagens a aparecer e incognuitas a serem respondidas.Aguardem por o 4 capitulo, abraços meus queridos.

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  5. aaa bom lynx agora vc explicou.Afinal um final assim nem rola,e estender demais também nem rola

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  6. Olha lynx concordo com o pessoal aí,mas acho que tem alguma coisa faltando nessa história.Tah muito estilo AlanWake.Tente dar uma apimentada sua na série!Abraço

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  7. eh lynx comcordo com o cara aew.falta algum temperinho nessa história!

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  8. aii eu adorei lynx

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  9. Ei vim só parabenizar o design de natal do blog.Ficou mara,bjs

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  10. Saudades de vocês.Onde vocês estão..nos abandonaram!?!?

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  11. EM BREVE NOVAS ATUALIZACOES E POSTS...E UMA EQUIPE BEM RENOVADA.

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